DIÁRIO DE VIAGEM
Esse foi nosso
segundo dia no Vale Sagrado.
A cidade é dividida
em canchas (pátios) e terraços
escavados em pedra feitos para proteger a cidade dos invasores, subindo a
colina até a fortaleza Araqama Ayllu que abrange o templo do sol, o salão real,
os banhos da princesa e o Intihuatana, usado para traçar a trajetória do sol.
Os incas eram estudiosos de astronomia para saber sobre sol e chuva e usar na agricultura.
Depois fomos às
Salinas de Mara, uma fonte de água quente e salgada no meio da montanha onde se
produz sal de forma artesanal até os dias de hoje. Lá é possível ver como é
produzido e transportado o sal. Eles inclusive vendem o sal gourmet, temperado,
a flor de sal e o sal rosado. Impressiona que mesmo possuindo eletricidade no
local eles até hoje usam os mesmos métodos dos seus ancestrais. Nem uma gondola
de carga para facilitar os trabalhos foi implantada.
De lá seguimos para
Moray, uma série de círculos de pedra concêntricos que eram uma espécie de
laboratório agrícola para testar as melhores condições de cultivo. Alguns têm
até 45 m de profundidade. Há 4 muyus (terraços
elípticos) sobrepostos, cada um sujeito a uma temperatura, com níveis variados
de sol, sombra e elevação. Foi observado um complexo sistema de irrigação e
encontrados traços de cerca de 250 cereais e legumes.
Paramos para
almoçar no Restaurante Tunupa, um enorme self-service com comida variada, porém
com predominância de comida regional, preparado para atender aos inúmeros
ônibus de turismo que circulavam na região. O atendimento foi rápido e bem
organizado, com boa estrutura de mesas, banheiros, etc...
As 15:30 h partimos
no trem Vistadome da estação de Ollantaytambo com destino a Machu Picchu Pueblo
(Aguas Calientes) onde passaríamos a noite para na manha seguinte subir à
cidade sagrada dos incas. A viagem é bastante agradável, o trem confortável. Há
um serviço de bordo com lanche. Ao lado sempre margeamos o rio Vilcanota e já
vemos que a vegetação vai mudando para uma mata de floresta, pois já estamos
bem mais perto da selva amazônica.
Chegamos a Águas
Calientes as 17:00 h e a estação nos deixa em frente ao mercado de artesanato,
um labirinto de barracas com todo tipo de artigos peruanos – camisetas, pratas,
bolsas, roupas, malhas, etc... Os hotéis e restaurantes ficam logo perto e
fomos caminhando. A cidade é pequena. Mais a frente fica a estação de ônibus de
onde a cada 10 minutos parte um ônibus para Machu Picchu Cidadela. Após nos
instalarmos, saimos para fazer comprinhas de souvenires e jantamos no próprio
hotel com um casal que conhecemos no passeio.










































































Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentário. Jussara & Burnier