quinta-feira, 3 de setembro de 2015

8º DIA: 18 de agosto – VALE SAGRADO 2º DIA

DIÁRIO DE VIAGEM

Esse foi nosso segundo dia no Vale Sagrado.


Começamos o dia indo ao complexo arqueológico de Ollantaytambo, que fica na cidade do mesmo nome, descrita como uma cidade inca viva. O nome se deve ao General Ollanta, que casou com a filha do Imperador Pachacútec. A cidade tem enorme importância na história peruana por ter sido palco de uma vitória dos incas sobre os espanhóis.

A cidade é dividida em canchas (pátios) e terraços escavados em pedra feitos para proteger a cidade dos invasores, subindo a colina até a fortaleza Araqama Ayllu que abrange o templo do sol, o salão real, os banhos da princesa e o Intihuatana, usado para traçar a trajetória do sol. Os incas eram estudiosos de astronomia para saber sobre sol e chuva e usar na agricultura.
















































Depois fomos às Salinas de Mara, uma fonte de água quente e salgada no meio da montanha onde se produz sal de forma artesanal até os dias de hoje. Lá é possível ver como é produzido e transportado o sal. Eles inclusive vendem o sal gourmet, temperado, a flor de sal e o sal rosado. Impressiona que mesmo possuindo eletricidade no local eles até hoje usam os mesmos métodos dos seus ancestrais. Nem uma gondola de carga para facilitar os trabalhos foi implantada.









De lá seguimos para Moray, uma série de círculos de pedra concêntricos que eram uma espécie de laboratório agrícola para testar as melhores condições de cultivo. Alguns têm até 45 m de profundidade. Há 4 muyus (terraços elípticos) sobrepostos, cada um sujeito a uma temperatura, com níveis variados de sol, sombra e elevação. Foi observado um complexo sistema de irrigação e encontrados traços de cerca de 250 cereais e legumes.






Paramos para almoçar no Restaurante Tunupa, um enorme self-service com comida variada, porém com predominância de comida regional, preparado para atender aos inúmeros ônibus de turismo que circulavam na região. O atendimento foi rápido e bem organizado, com boa estrutura de mesas, banheiros, etc...




As 15:30 h partimos no trem Vistadome da estação de Ollantaytambo com destino a Machu Picchu Pueblo (Aguas Calientes) onde passaríamos a noite para na manha seguinte subir à cidade sagrada dos incas. A viagem é bastante agradável, o trem confortável. Há um serviço de bordo com lanche. Ao lado sempre margeamos o rio Vilcanota e já vemos que a vegetação vai mudando para uma mata de floresta, pois já estamos bem mais perto da selva amazônica.








Chegamos a Águas Calientes as 17:00 h e a estação nos deixa em frente ao mercado de artesanato, um labirinto de barracas com todo tipo de artigos peruanos – camisetas, pratas, bolsas, roupas, malhas, etc... Os hotéis e restaurantes ficam logo perto e fomos caminhando. A cidade é pequena. Mais a frente fica a estação de ônibus de onde a cada 10 minutos parte um ônibus para Machu Picchu Cidadela. Após nos instalarmos, saimos para fazer comprinhas de souvenires e jantamos no próprio hotel com um casal que conhecemos no passeio.





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