sexta-feira, 4 de setembro de 2015

9˚ DIA: 19 de agosto – MACHU PICCHU – A CIDADE SAGRADA DOS INCAS

DIÁRIO DE VIAGEM

Hoje foi o dia de subir e conhecer Machu Picchu, a cidade sagrada dos incas, Patrimônio Cultural da Humanidade, uma das maravilhas do mundo moderno.



Tivemos uma agradável surpresa em nossa programação, pois a agência de turismo nos informou que contaríamos com um Guia privado, durante toda a visita. É bem interessante e acho que vale a pena contratar esse serviço, pois o Guia fala somente para nós, caminha no nosso passo, explica muito mais, etc... ele mesmo afirmou que prefere muito mais atender a um casal do que a um grupo de 12/15 pessoas, onde umas se interessam pelas explicações outras não, uns andam rápidos, outros lentamente, etc...

Como tínhamos o dia todo não fomos muito cedo. As 9:00 h seguimos com o Guia para a estação de onde a cada 10 minutos parte um ônibus para a cidadela. Os ônibus são confortáveis e modernos. A estrada é íngreme e estreita, mas os motoristas estão bem treinados e há regras para a circulação dos veículos, sendo o percurso coberto em 25 minutos. Não há relatos de acidentes. Também é possível subir a pé numa caminhada de quase 3 horas.









Descoberta em 1911 pelo explorador americano Hiram Bingham, a cidadela perdida dos incas se localiza a 2350 m acima do nível do mar, no colo da montanha, cercada por declives. 

Ela recebeu o nome de Machu Picchu, que quer dizer "montanha velha", de um pico que se localiza junto a ela, mas que não é aquele famoso mais próximo das ruínas – aquele é Huayna Picchu ou "montanha jovem". A cidade, assim como as demais cidades incas, é toda construída em pedra. Especula-se que tenha sido um local de culto, ou um centro de astronomia ou mesmo uma hacienda de repouso do Imperados Pachacútec.

Logo na chegada há uma estrutura de apoio com lanchonete, banheiros, etc... dentro da cidadela não há nada disso. Se paga para entrar. Lá dentro é possível carimbar o passaporte com a entrada em Machu Picchu.


Ao entrar subimos a um ponto mais alto para ter uma visão global da cidade e bater fotos. Nosso guia foi explicando tudo sobre o local, a história, a descoberta, as teorias, o que era cada estrutura, como era a vida, etc...



  
Essa montanha é Huayna Picchu




Em uma área é possível ver terraços usados para agricultura, em outra ruínas do que seriam residências. Há uma estrutura arredondada que seria o Templo do Sol e embaixo dele, o Templo de Pachamama, a deusa terra. Há um enorme gramado que seria um local de cerimônias. Em uma lateral, a Praça Sagrada, um local de rituais, ladeado pela casa das Três Janelas e pela Casa do Alto Sacerdote. Foi encontrada uma enorme pedra  - a Intihuatana – que indicava precisamente os solstícios, informação usada para planejar os ciclos agrícolas.






Essa estrutura semi-circular é o Templo do Sol.








Os terraços agrícolas.




Embora estivéssemos no inverno, lá em cima faz muito calor e com o dia claro, o sol não perdoa. É recomendável usar filtro solar, chapéu de abas largas e, uma boa ideia são as camisas de manga longa com proteção UV. Também se recomenda usar repelente porque lá tem mosquitos. O passeio é todo com subidas e descidas, portanto, deve-se usar roupas e sapatos confortáveis e não levar bolsas ou mochilas pesadas. Água é fundamental e um lanchinho é sempre bem-vindo! É bom ter tempo para admirar a paisagem, bater fotos, assimilar as informações, quem sabe até meditar um pouco diante de tanta beleza. As montanhas em torno são muito bonitas e altas e compõem um lindo cenário que nos fazem pensar em como somos pequenos diante da grandiosidade da natureza!



Essa é a montanha Machu Picchu.













Passamos cerca de 4 horas no total (entre subida, passeio e descida) visitando Machu Picchu. Pegamos o ônibus de volta – a fila era enorme, mas andou bem rápido. Ao chegar embaixo, prepare a máquina para fotos no vale com rio e ponte.

Seguimos para o centro de Águas Calientes para almoçar no restaurante Mapi, um self-service bem variado, mas com bastante comida regional. No Peru tem uma cerveja chamada Cusquenha que é muito gostosa, principalmente a Red. A preta eu não gostei, muito amadeirada! Mas a Red e a Dourada são muito boas.

Depois do almoço caminhamos pelo centro, uma rua cheia de restaurantes e hotéis, chegamos a uma praça com uma estátua do Imperados Pachacútec (só dá ele por aqui!!!) e depois fomos buscar nossas coisas no hotel antes de pegar o trem. Os hotéis já são bem maceteados em guardar as malas e bolsas dos hóspedes que sobem a montanha até a volta.





















Tomamos nosso trem Vistadome as 17:25 h voltando para Cusco, 3 ½ horas de viagem.







Serviram um lanche a bordo, bem simples. Vamos sempre margeando o rio Vilcanota até a cidade de Ollantaytambo, quando mudamos a rota, aproando Cusco. Viagem foi bem tranquila e agradável. Fizemos novas amizades com uma família de Portugueses (Sr Francisco Fernandes e família) e assistimos a shows artísticos e desfile de modas, sempre com roupas típicas.





Chegamos a Cusco as 20:30 h – na verdade, na estação Poroy, que fica a 15 km fora de Cusco, e depois nos deslocamos para o Novotel, onde reencontramos as nossas malas grandes que ali estavam guardadas e fizemos novamente o check-in. Digno de nota é a estrutura do hotel no manejo das malas dos hóspedes que ficam guardadas para a viagem ao Vale Sagrado e Machu Picchu. Disseram que isso ocorre em todos os hotéis de Cusco.

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