quinta-feira, 3 de setembro de 2015

5˚ DIA: 15 de agosto – DE PUNO A CUSCO

DIÁRIO DE VIAGEM


Nesse dia saímos cedo de Puno em um ônibus confortável para seguir por 321 km de Puno até Cusco. A viagem incluía paradas em 5 pontos de interesse para visita. Nosso ônibus era bastante confortável, tinha inclusive wi-fi, além de toaletes e serviço de bordo.

A primeira parada foi em Pukara, a 106 km de Puno. Pukara é uma vila famosa por suas cerâmicas e tem um museu que mostra peças de pedra e cerâmica dos povos antigos, que datam de 1600 anos A.C. São conhecidos os “toritos” de Pukara, as imagens de touros que são colocados nos telhados das casas. Ouvimos 2 explicações para esse costume – seria uma homenagem aos touros trazidos pelos espanhóis e que ajudavam na lavoura; ou uma substituição das lhamas, símbolos indígenas, que eram colocadas originalmente, pelos touros que eram associados à colonização.





Foi digno de destaque nas grandes e pequenas cidades visitadas o nivel de limpeza das mesmas. Não vimos papel no chão, lixo amontoado, nenhum tipo de sujeira, etc...mesmo nos locais mais pobres e descuidados.

Depois de Pukara subimos até o ponto mais alto da viagem, La Raya - 4335 m acima do nível do mar, que é o limite entre os estados de Puno e Cusco, de onde se pode observar o glaciar Chimboya, onde nasce o Rio Urubamba, que vai desaguar no Rio Amazonas. Para nosso espanto o Peruano não usa o nome Solimões para o Rio Amazonas como pensávamos. Eles o conhecem como Amazonas mesmo.







  

Seguimos adiante até Sicuani, 3540 m acima do nível do mar, onde almoçamos no restaurante Pascana II. A comida era um buffet de comida peruana – logo muito cominho. Comemos carne de alpaca, que achamos um pouco dura. Depois, um tempinho para fotos com lhamas, alpacas e vicunhas.






A próxima parada com em Raqchi, a 118 km de Cusco, um complexo arqueológico com ruínas de uma cidadela inca, com residências, fontes, terraços etc e de um grande templo dedicado a Wiracocha, o Deus máximo dos incas, criador de tudo que existe.

















A seguir fomos para Andahuaylillas, um vilarejo onde se encontra uma pequena igreja de São Pedro e São Paulo, do sec. XVII, também chamada de “Capela Sistina da América” pela beleza do seu interior toda cheia de afrescos e painéis pintados, altares em cedro entalhado e folheado a ouro e o tabernáculo de prata, no estilo barroco andino. Essa igreja foi uma surpresa e a visita é imperdível pela sua beleza.












Esse deslocamento terrestre no topo dos Andes foi um dos pontos altos da nossa viagem.

Chegamos a Cusco por volta das 17:30 h e ficamos hospedados no Novotel, ambientado em um casarão antigo, com um enorme pátio central. O hotel é bem localizado, permitindo ir a pé à maioria das atrações. Por perto há restaurantes e lojas.






Jantamos no restaurante “Divina Comédia” (restaurante do Hotel Arqueólogo), muito bem decorado, comida deliciosa e embalados por uma apresentação de uma cantora lírica – Sylvia Falcón - que entoou músicas andinas, acompanhada por um excelente pianista. Foi uma noite bem agradável e outra surpresa!




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Obrigado pelo seu comentário. Jussara & Burnier