DIÁRIO DE VIAGEM
Nesse dia saímos
cedo de Puno em um ônibus confortável para seguir por 321 km de Puno até Cusco.
A viagem incluía paradas em 5 pontos de interesse para visita. Nosso ônibus era
bastante confortável, tinha inclusive wi-fi, além de toaletes e serviço de
bordo.
A primeira parada
foi em Pukara, a 106 km de Puno. Pukara é uma vila famosa por suas cerâmicas e
tem um museu que mostra peças de pedra e cerâmica dos povos antigos, que datam
de 1600 anos A.C. São conhecidos os “toritos” de Pukara, as imagens de touros
que são colocados nos telhados das casas. Ouvimos 2 explicações para esse
costume – seria uma homenagem aos touros trazidos pelos espanhóis e que
ajudavam na lavoura; ou uma substituição das lhamas, símbolos indígenas, que
eram colocadas originalmente, pelos touros que eram associados à colonização.
Foi digno de
destaque nas grandes e pequenas cidades visitadas o nivel de limpeza das
mesmas. Não vimos papel no chão, lixo amontoado, nenhum tipo de sujeira,
etc...mesmo nos locais mais pobres e descuidados.
Depois de Pukara
subimos até o ponto mais alto da viagem, La Raya - 4335 m acima do nível do
mar, que é o limite entre os estados de Puno e Cusco, de onde se pode observar
o glaciar Chimboya, onde nasce o Rio Urubamba, que vai desaguar no Rio
Amazonas. Para nosso espanto o Peruano não usa o nome Solimões para o Rio
Amazonas como pensávamos. Eles o conhecem como Amazonas mesmo.
Seguimos adiante
até Sicuani, 3540 m acima do nível do mar, onde almoçamos no restaurante
Pascana II. A comida era um buffet de comida peruana – logo muito cominho.
Comemos carne de alpaca, que achamos um pouco dura. Depois, um tempinho para
fotos com lhamas, alpacas e vicunhas.
A próxima parada
com em Raqchi, a 118 km de Cusco, um complexo arqueológico com ruínas de uma
cidadela inca, com residências, fontes, terraços etc e de um grande templo
dedicado a Wiracocha, o Deus máximo dos incas, criador de tudo que existe.
A seguir fomos para
Andahuaylillas, um vilarejo onde se encontra uma pequena igreja de São Pedro e
São Paulo, do sec. XVII, também chamada de “Capela Sistina da América” pela
beleza do seu interior toda cheia de afrescos e painéis pintados, altares em
cedro entalhado e folheado a ouro e o tabernáculo de prata, no estilo barroco
andino. Essa igreja foi uma surpresa e a visita é imperdível pela sua beleza.
Esse deslocamento terrestre no topo dos Andes foi um dos pontos altos da nossa viagem.
Chegamos a Cusco
por volta das 17:30 h e ficamos hospedados no Novotel, ambientado em um casarão
antigo, com um enorme pátio central. O hotel é bem localizado, permitindo ir a
pé à maioria das atrações. Por perto há restaurantes e lojas.
Jantamos no
restaurante “Divina Comédia” (restaurante do Hotel Arqueólogo), muito bem
decorado, comida deliciosa e embalados por uma apresentação de uma cantora
lírica – Sylvia Falcón - que entoou músicas andinas, acompanhada por um
excelente pianista. Foi uma noite bem agradável e outra surpresa!
















































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