DIÁRIO DE VIAGEM
No
terceiro dia saímos de Lima e voamos para o aeroporto de Juliaca (1 ½ hs de
voo), que permite acesso à cidade de Puno. De Juliaca seguimos de van até Puno,
num percurso de 1:40 hs – 50 km.
A
cidade de Juliaca é muito pobre, com casas sem reboco, tudo marrom. Segundo o
guia ocorre muito contrabando de produtos vindos da Bolívia, que são mais
baratos. Pelas ruas vê-se muitos Tuc-tuc, aqueles transportes de moto com uma
carroceria para passageiros. Contudo, mesmo sendo pobre a cidade possui uma
Universidade que atende toda a região.
Puno
situa-se às margens do lago Titicaca, o mais alto lago navegável do mundo, no
altiplano peruano, a 3950 metros acima do nível do mar. Em linguagem aymara,
Titikaka significa “puma de pedra bege”. A cidade também tem casas sem reboco,
tudo bege, muito embora haja bons hotéis e restaurantes. Explicaram-nos que
eles não terminam as casas com reboco e pintura para não pagar mais imposto,
haja vista que isso quase duplicaria o imposto das casas. É incrivel, mas eles
deixam as casas no tijolo de barro, sem reboco, mas com vidros blindex nas
janelas. Outra característica é a quantidade de casas/prédios inacabados, com
habitações ou lojas funcionando nos andares inferiores e construções em
andamento nos superiores.
Puno
é considerada a capital do folclore peruano e ali se realizam inúmeros
festivais folclóricos com mais de 300 danças catalogadas usando elementos
indígenas e também espanhóis.
Devido
à altura, fomos aconselhados a repousar para aclimatação e para evitar o
“Soroche”, o mal das alturas, que acomete os visitantes e que se manifesta com
náuseas, vômitos, cefaleia, cansaço, tontura etc... Ficamos a tarde no hotel
descansando, e sentimos muito sono. E tomamos bastante chá de coca, que eles
servem a todos para ajudar na adaptação.
Nosso
hotel era o “Hotel Libertador”, um 5* localizado em uma ilha no lago, bem
grande, bonito. Ficamos o resto do dia no hotel.
No
4˚ dia fizemos um passeio pelo lago Titicaca para conhecer as comunidades Uro
que vivem em ilhas flutuantes feitas do junco “totora”.
Bem
próximo a Puno há quase uma cidade de ilhas – cada ilha é moradia de 1 a 3
famílias. Nos contaram que nos casos de brigas e desavenças entre as famílias
eles cortam a ilha ao meio, separando em duas, e a deslocam para um outro
local. Algumas ilhas são menores, outras maiores e mais elaboradas. Em uma
delas há até um hotel, bar, lojinha de artesanatos etc... Eles usam a totora
para tudo, inclusive para alimentação. Fabricam as casas, barcos, a própria
ilha e artesanato.
Navegamos
cerca de meia hora até a comunidade e paramos em uma das ilhas onde recebemos
explicação de como eles constroem a ilha, as casas, como eles vivem etc...
Depois mostraram e venderam seus artesanatos e, em grupos, fomos conhecer as
residências das famílias. Foi feito também uma apresentação simulada de como
eles trocam seus bens, haja vista que eles não possuem moeda para pagamento.
Nas ilhas só encontramos pessoas mais velhas e crianças. Os jovens estão saindo
da comunidade para estudar e depois trabalhar nas cidades. Há uma ideia de que
no futuro essas comunidades se acabarão.
O
lago é muito grande – 8.300 km2 e bem profundo - 274 m. O nível da
água varia de acordo com as estações. Cerca de 60% se localiza no Peru e o
restante na Bolívia. Há inúmeras ilhas dentro do lago e os ilhéus vivem ainda
segundo suas tradições, com a cultura de batata, quinua, pesca e criação de
lhama.
Após
o passeio no lago, seguimos para o centro de Puno onde conhecemos a praça
principal – Plaza de Armas - onde tem a Igreja Matriz, a sede da Prefeitura, da
Polícia, etc... Em um dos lados da praça sai uma rua de pedestre – Rua Lima -
onde há restaurantes, lojas, etc... Almoçamos no restaurante La Casona, uma boa
comida, e depois retornamos ao hotel.
Em
termos de preço da alimentação achamos que na média é mais barata do que no
Brasil, algo perto de 70% dos nossos preços. Em praticamente todos os lugares,
qualquer tipo de estabelecimento comercial, mesmos os bem pequenos, é possível se pagar com cartões de crédito
(VISA e MASTERCARD).
É
digno de nota a boa cobertura telefônica no País, mesmo na parte andina, onde
montanhas altíssimas cercam as estradas e cidades. Durante quase todo o tempo,
mesmo nos deslocamentos em estradas, mantivemos um nivel de recepção de sinal
em ótimo valor. Chama atenção, também, a boa recepção de internet wi-fi
encontrada em quase todos os estabelecimentos comerciais.






















































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Obrigado pelo seu comentário. Jussara & Burnier